Na semana passada focamos nossa atenção para um tema muito importante para mim: a cirurgia plástica de implante de mama, a mamoplastia. Respondemos várias dúvidas nas redes sociais, questões levantadas por pacientes ao longo da minha carreira e também aquelas enviadas pelos chats online.
Para aqueles que não tiveram a oportunidade de acompanhar esse material, decidimos reunir todo o material na íntegra, e mais alguns outros assuntos sobre este tema, para ajudar a entender melhor como funciona esse procedimento.
Aproveite para enviar este artigo para amigas e conhecidas que buscam mais informações sobre a cirurgia plástica de mama e como escolher o silicone certo para o seu caso, assim como a técnica da cirurgia e um bom pós-cirúrgico.
1 – Como acontece a prevenção do câncer após a prótese?
“Como passa a ser realizada a prevenção do câncer de mama após a cirurgia de silicone? É possível fazer o autoexame? E a mamografia?”. Bem, vamos por partes, e deixando claro o seguinte: a presença de próteses de silicone não interferem com a evolução ou presença de câncer na mama.
Os exames da mama solicitados pelo seu médico de confiança, ou o autoexame realizado por você, continuarão a ser realizados normalmente. Ou seja, a mamografia pode sim ser realizada em pacientes que tenham implantes de silicone tanto abaixo da glândula como abaixo do músculo, sem prejuízo para a prótese e nem para a visualização de lesões mamográficas.
O mesmo vale para o autoexame. O fator mais importante, que devemos sempre lembrar, é que a cirurgia plástica deve vir como uma adição saudável, sem oferecer riscos ao seu corpo e adicionando qualidade de vida a sua autoimagem e bem-estar.
2 – O silicone altera a sensibilidade ou amamentação?
Vamos lá: logo após a cirurgia, você sentirá uma certa dormência e mesmo áreas de insensibilidade na mama, sintomas normais que se devem ao inchaço pós-cirúrgico. Com o passar do tempo, a sensibilidade voltará ao normal. O mamilo poderá apresentar reações de aumento ou diminuição da sensibilidade, que também voltarão ao normal algumas semanas ou meses.
Sobre a amamentação, a lactação e toda a fisiologia da glândula mamária não são alteradas pela cirurgia plástica. Logo, você poderá amamentar normalmente, se tiver os estímulos hormonais da lactação normais. Vale adicionar que a prótese não altera o gosto ou qualidade do seu leite, pois o silicone é um gel de alta coesividade que não ultrapassa a prótese.
3 – Qual o momento ideal para colocar silicone?
Partindo do pressuposto que a paciente já tem o desejo de realizar a cirurgia, não tem nenhum fator de saúde que impeça a realização e já conversou com seu médico sobre o assunto, quem vai dizer o “momento ideal” para realizar uma cirurgia plástica com prótese de silicone é, justamente, o paciente.
Mas, de modo geral, os especialistas recomendam uma idade mínima de 17 ou 18 anos, quando a mama já deve estar bem desenvolvida. Outro fator para levar em consideração é se existe o desejo de ter filhos, pois o formato da mama pode mudar após o processo de amamentação, além dos efeitos naturais da gravidez no corpo feminino.
Após pesquisar um bom cirurgião plástico, que tenha especialidade neste tipo de cirurgia e esteja associado a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, converse sobre os seus desejos e escute seus conselhos sobre como melhor realizar a sua cirurgia, para encontrar os melhores resultados para o seu caso.
4 – Silicone, qual a melhor cirurgia: submuscular, subglandular ou subfascial?
Muitos seguidores e pacientes perguntam sobre como é feita a escolha da técnica da cirurgia, se a prótese de silicone é inserida acima do músculo, abaixo, pela aréola ou base da mama… Para ajudar a entender cada tipo, vamos elencar as principais técnicas:
- Silicone por cima do músculo (subglandular): esta é uma das posições mais comuns, principalmente por quem deseja ficar com os seios bem marcados. Outra vantagem é o pós-operatório é normalmente definido como de pouquíssima dor.
- Silicone por baixo do músculo (submuscular): esta posição é indicada para mulheres que têm a pele fina, além de pacientes que buscam uma aparência mais discreta, sem deixar o colo muito projetado. A prótese de silicone atrás do músculo também é aconselhável para quem tem histórico de câncer de mama, porque o implante fica mais distante das glândulas mamárias.
- Meio termo (subfascial ou dual plane): o músculo peitoral maior é protegido por uma fina camada chamada fáscia, por isso no plano subfascial o implante é posicionado em cima dos músculos mamários, mas sob a camada fascial e as glândulas. Como resultado, se tem uma aparência da prótese de silicone natural, mas evidente, com um pós-operatório mais tranquilo.
É por meio da conversa com o cirurgião responsável pela cirurgia que o paciente descobrirá qual a melhor escolha para o seu caso, informando seus desejos e limitações, ouvindo o conselho médico.
5 – É necessário trocar a prótese de silicone?
Apesar de, antigamente, existir essa ideia, ou até recomendação, de que próteses de mama deveriam ser trocas em um período de 10 anos, hoje não usamos mais um “cronograma temporal” para determinar a necessidade de se trocar a prótese de silicone.
Hoje, fazemos um acompanhamento vigiado, com exames de imagem anuais, até o momento da troca dos implantes. Esse momento é definido pela condição dos implantes ao exame de imagem (ultrassom ou ressonância magnética) ou ponderações estéticas da própria paciente, pelos efeitos da gravidade nas mamas, com o passar dos anos. Apenas com um acompanhamento regular, olhando por fora e analisando por dentro, que podemos responder essa pergunta. O que podemos afirmar é que NÃO existem próteses permanentes.
Minha recomendação é sempre essa: realize a ultrassonografia anualmente para analisar a situação da sua prótese, acompanhe o pós-cirúrgico com o seu cirurgião e avise qualquer mudança significativa.
6 – Quais são os tipos e formatos de prótese de mama?
Os formatos mais comuns e recomendados no meio médico são: cônicas, redondas e anatômicas.
- A prótese de silicone cônica é a que possui a menor base e a maior projeção, é o tipo de prótese de silicone mais “pontudo”, resultando em seios bastante projetados para frente, especialmente na área dos mamilos.
- A prótese de silicone redonda é a mais usada para estética aqui no Brasil, preenche igualmente todos os espaços das mamas e deixa o colo bem marcado e redondinho. Esse tipo de prótese de silicone diminui as chances de aparecerem alterações visíveis em caso de deslocamento.
- Já a prótese de silicone anatômica “imita” o formato natural dos seios, costuma ser mais utilizada em cirurgias de reconstrução de mama e não oferece muita projeção.
7 – Como corrigir a assimetria mamária?
Primeiro, todos nós temos um lado do nosso corpo diferente do outro, por isso é normal que as mamas não sejam 100% simétricas.
Entretanto, quando essa desigualdade é muito perceptível, gerando um certo desconforto para a paciente, sugerimos a intervenção cirúrgica para buscar a correção do “excesso” da assimetria.
Essa diferença das mamas pode ocorrer de diferentes formas, como por exemplo, no formato. Por isso, existem diferentes técnicas que podemos utilizar para buscar essa correção, como a suspensão mamária de uma das mamas, com ou sem uso de prótese, ou até a redução mamária. O resultado buscado aqui é o conforto e satisfação da paciente.
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